sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Devaneios...


Dei pra reparar em meninos; antes não me interessavam suas particularidades.
Olhares distintos, mãos espalmadas.
Solicitude em vão dentro do transporte coletivo!

Ouço minha seleção de músicas, cantadas quase que num sussurro em meu ouvido. Mas são os meninos que me roubam o sentido!

Falta-me o ar com costas largas.
Sobra-me desejo e delírio ao imaginar que um dia eu fui menino e alguém também me despiu com os olhos...

por Daniel Amarhal
datado de julho/2008
Foto: acervo pessoal!

Que eu seja rico, então, meu Deus!

... é, faz já um certo tempo que por aqui não passo. Prometo voltar mais vezes, mas...
Posso desabafar?
Eu tenho pre-gui-ça de escrever sobre meu cotidiano, mas hoje abro mão de minha solicitude para dar lugar a um desespero.

Acabo de completar 25 anos, uma amiga vive dizendo que depois dessa idade barriga avantajada não tem academia que cure. Com isso até me conformei, porque deixar de tomar uma geladinha na sexta só mesmo quando a gripe atacar, o que agora é o caso.

Sei não, mas acho que essa é décima terceira vez que meus anti-corpos não combatem a esse vírus só nesse ano. Que será que ando tomando, hein?

Tá certo que eu adoro macadâmia da Häagen Dazs, mas a esse luxo só me dou o direito na casa de amigos abonados. Desempregado que estou tenho me contentado mesmo com um pote de 500ml de sabor napolitano da Kaskão!

É, tá pensando que é fácil ser refinado com míseros R$2,55 (adoro esse número, me lembra Chanel!) ?

Aí pra piorar minha situação encasquetei que gripe é doença de solitários. Pensando nisso, ao invés de ir ler meu horóscopo do dia, fui xeretar o álbum de um ex paquera.

Aiiiiiiiiiiiii... até ele arrumou namorado!
E declara-se em todos os cantos de sua página pessoal no Orkut.

Tenho, claro, uma crise. Desligo o computador, ligo a Bethânia bem alto, arremesso as revistas novas na parede e grito bem alto pra Deus:

Se é pra ser solteiro, tudo bem. Mas que eu seja rico, então, por favor!

por Daniel Amarhal
datado de 17/10/2008 às 16h59
Foto: divulgação!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Onde Deus possa me ouvir.

Sabe naquele fim de dia quando uma música faz todo o sentido?
E você aperta o repeat e a deixa rolar por horas a fio... na esperança de que o celular toque, que algum bom amigo se lembre de sua existência e te chame para comer amendoim japonês na pastelaria do chinês.

"Onde Deus possa me ouvir", de Vander Lee, tem esse poder de me teletransportar para um horizonte sem melancolia e tristeza...



Aqui, a letra!
... e tem coisas que nem precisam ser explicadas!!!

Beisous,
Daniel Amarhal!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Parabéns, Fabão!

Sabe aquele amigo que dorme e acorda com você?
Sabe aquele amigo que te faz rir até da desgraça alheia?
Sabe aquele amigo que "te mostra como as pedras são engraçadas quando a gente as tem na mão e olha devagar para elas"?
Sabe aquele amigo que te surpreende no meio de um domingo te chamando para ir à missa?
Sabe aquele amigo que, mesmo triste, faz sua vida parecer um encantamento?

Pois é, sim, do Fabio que estou falando!

Perdi as contas de quantos anos faz que ele me imita, que ele debocha dos mentirosos e rancorosos, gritando bem alto:
"_Esse aí? Ah, desde que ele colocou o pezinho na paróquia, eu já sabia! É Faaaaaaaaaanta"!

Você que me lê agora e não o conhece não sabe o que perde!

O Fabio é dessas pessoas que a gente quer ter 24 horas do lado porque te faz sentir que sem alegria a vida, além de monótona, é muito chata.

E é claro que ele sabe que mora no meu coração!
Embora dois e dois sejam quatro, o pão-de-ló esteja caro e a nossa liberdade, pequena demais!

Que você voe, meu pássaro negro...
Mas voe baixo, viu? Pra que eu possa te alçançar e te ver planando no horizonte!

FELIZ ANIVERSÁRIO, MEU GORDINHO PREFERIDO!
MEU AMIGO MAIS FELIZ!

por Daniel Amarhal
Fotos: Eu e Fabio (acervo pessoal!) Snoopy-cake: divulgação!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Palavras ao Vento


Eu vou rasgar as suas cartas de amor,

as que você escreveu e as que ousou pensar escrever.

Vou me livrar do teu corpo branco e magro,

do teu cheiro de cigarro antigo e do gosto de tua boca com café amanhecido!

Eu vou te devolver as fotos que tiramos juntos

no pensamento de uma relação perfeita!

Vou te tirar da minha agenda, dos meus blocos de anotações

e tirar o teu nome cravado no meu coração!

Eu vou me distanciar do seu mundo.

Tapas os ouvidos para não ouvir suas músicas.

Perder os sentidos para não sentir mais seu toque!

Vou me livrar do teu jogo sujo,

da tua alma envenenada.

De seus espectros e de suas respectivas memórias ou saudades...

Eu vou me vingar de seu instinto harpia.

Envenenar-te com seu próprio ópio!

Vou sujar as tuas mãos, juntando-as às minhas.

Numa hipérbole de sentimentos sujos, jogados no lixo!

Não vou mais te ligar para ouvir suas reclamações...

Não faço mais parte do seu submundo!

Não vou mais buscar as palavras certas p'ra te descrever.

Vou ser esquadro, não compasso!

Vou me dividir de você

para não me juntar mais!


por Daniel Amarhal
(12/02/05)
Foto: divulgação!

O poder da palavra

P.a.l.a.v.r.a
A
.m.i.g.a d.o.s
L
.o.b.o.s!
A
.n.t.o.l.o.g.i.a. V.e.r.o.s.s.í.m.e.l... R.a.s.t.r.o
A
.p.e.t.e.c.í.v.e.l!


A.S.A.S.P.A.R.A.V.O.A.R...

B.O.C.A.S.P.A.R.A.C.O.M.E.R...

M.Ã.O.S.P.A.R.A.M.A.T.A.R...

C.É.U.S.P.A.R.A.P.E.R.D.E.R.O.S.L.I.M.I.T.E.S!!!

por Daniel Amarhal
(sem data)

Foto: divulgação!

Poesia do Abstrato


Mares de dentro de mim jorram as águas

de minhas súbitas lágrimas.

Em ondas escaldantes que me revelam o tanto de tempo perdido.

Já não sei mais rir diante da desgraça alheia...

Acho até que me perdi no meio das relvas,

por entre as árvores frutíferas que nem folhas têm!

A falta da verdade me corrói a pele e eu

me sinto preso em meio aos trilhos de um trem

que não passa mais!

Queria deixar a lua me banhar, ver a cidade

entardecer e me queimar na luz de um poste de concreto.

Queria perceber minúcias e ouvir estórias engraçadas

de gente que vive a sorte de um sentimento puro!

Mas o que me resta é não sentir dor,

é não perder tempo

tentando explicar a calmaria dos ventos e

a braveza das águas.

Já me fartei mesmo é dessa melancolia sem razão.

Tenho as sobras de ontem para me contentar

e nem preciso mais de outras mãos

que não sejam as minhas!


por Daniel Amarhal
(18/04/06 9h51)

Foto: acervo pessoal!